Nossa História
A história da Doces da Mana
Não tenho como contar o surgimento da Confeitaria Doces da Mana sem contar um pouco da minha história. Então começo por ela.
Vim para Vacaria em 2017, trazendo o marido, dois filhos, muitas dívidas de um negócio fracassado em Osório, muitas preocupações, mas muita esperança em um recomeço.
Em Vacaria meu marido já tinha um emprego garantido, e o apoio da família dele, já eu não tinha família em Osório, mas deixei muitos amigos queridos.
Inicialmente busquei um emprego, porém rapidamente isso se mostrou muito difícil (não gosto da palavra impossível, ela não combina comigo), pois meu currículo não era muito interessante para os recrutadores. Mas a principal razão era porque eu precisava de horário flexível, pois meu filho tem autismo e requer muita atenção, e tratamentos especiais.
Assim, para ter alguma renda extra até que conseguisse um trabalho que me permitisse cuidar adequadamente do meu filho, eu comecei a fazer brigadeiros, e lanches. Todos os dias visitava várias empresas comerciais no centro da cidade para vender minha produção.
Apesar de contratempos e decepções, meus produtos eram bem recebidos, e sempre voltava para casa com a caixa térmica vazia, mas com uma lista cheia de pedidos. A maioria, doces.
Foi aí que resolvi oferecer unicamente doces, e para isso contei com a ajuda inestimável da minha filha, a qual produzia os brigadeiros. Por isso o nome Doces da Mana. Minha filha é chamada de mana pelo meu filho. Essa foi uma das primeiras palavras que ele aprendeu depois de mais de dois anos de quase total silêncio.
Em pouco tempo não tive mais como preparar os doces e sair a vender diariamente porque os pedidos me tomavam todo o tempo. Então passei a trabalhar apenas com pedidos, e aumentei o cardápio para tortas, brigadeiros gourmet, e salgados.
Um ano depois de iniciar essa aventura me registrei como empreendedora individual, e pouco tempo depois meu marido deixou o emprego formal para me ajudar na Doces da Mana, onde minha filha e minha sogra também trabalhavam arduamente.
Hoje, um pouco mais de dois anos desde que iniciei essa atividade, já somos uma Micro Empresa com três funcionários, e vivemos exclusivamente da Doces da Mana.
Não foi uma trajetória fácil como parece nesse texto, mas está sendo muito compensadora.
Hoje posso dizer que superei o fracasso do negócio em Osório, quase paguei todas as dívidas. Minhas preocupações se resumem ao desenvolvimento do meu filho, a gestão da Doces da Mana, e a constante busca da melhoria, e inovação para oferecer o melhor aos nossos clientes. As esperança que trouxe de Osório se transformou em realização, pois me encontrei no ramo da confeitaria.
Hoje o que era uma iniciativa pessoal se transformou no negócio familiar. Hoje não sou apenas eu, somos nós. E agradeço à minha filha, meu marido, e minha sogra por estarem comigo nessa aventura de empreender no Brasil.
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